Bancos privados investem em crédito rural

Novidade abre novas possibilidades para agentes de crédito certificados

A queda nos juros e a restrição de orçamento do governo abriram os olhos dos bancos privados para oportunidades de negócio no crédito rural. Para aumentar a participação na Safra atual, o Santander vai aumentar de 8 para 40 o número de agências rurais, enquanto o Bradesco e Itaú aceleram a contratação de engenheiros agrônomos para integrar a equipe de relacionamento, além de divisões especializadas com gerentes de contas que atuam na área de commodities. A iniciativa é uma boa oportunidade para os agentes de crédito que atuam nessa linha de crédito.
 
Com a ofensiva, o mercado vislumbra que participação dos bancos privados nesse segmento deve chegar a 50% até 2022, quando a demanda alcançar R$ 355 bilhões em crédito. Hoje, o financiamento ao agronegócio pelas instituições privadas passou de 24% para 30%. Outro fator que atraiu as instituições financeiras foi o anúncio do governo de que pretende criar um sistema de crédito privado  a fim de reduzir os subsídios e os recursos obrigatórios na área.
 
Mas a redução da Selic em 5,5% foi o principal fator que fomentou a concorrência no setor, pois, como as taxas do Plano Safra foram estipuladas pelo governo numa faixa de 6% ao ano, para médios produtores, e 8% ao ano nas linhas voltadas para produtores de grande porte, os bancos que entraram na disputa conseguem oferecer crédito de 6,5% a 8,5%.
 
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