Concorrência com fintechs é saudável, mas não pode haver assimetrias, avalia presidente do Bradesco

Fintechs atuam em um nicho específico como cartão de crédito ou o próprio consignado, porém, “elas não têm como atender a toda a necessidade de produtos e serviços que o cliente tem”

O protagonismo das fintechs nos últimos anos tem feito os grandes bancos se mexerem. Na avaliação de alguns executivos, o avanço é positivo para o país como um todo, e reconhecer essas mudanças no mercado financeiro é fundamental. Em entrevista ao portal NeoFeed, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, destaca a relação competitiva entre as instituições e essas startups, com alguns adendos.

 

Segundo ele, as fintechs atuam em um nicho específico como cartão de crédito ou o próprio consignado, porém, “elas não têm como atender a toda a necessidade de produtos e serviços que o cliente tem”. Na visão dele, isso, de certa forma, acaba sendo uma vantagem competitiva para o banco, que oferece a opção para o cliente de resolver os problemas de banking, crédito, entre outros, em um único banco.

 

No entanto, dentro do segmento dessas startups, há também aquelas que se tornaram um ponto fora da curva e estão virando banco, com o Nubank. “Essa concorrência é inevitável, não tem como a gente querer proteger esse mercado. Cada um dos competidores, terão de ser hábeis e competentes para atender a demanda dos clientes. A última palavra é de quem é dono da verdade, que é o cliente. A concorrência sempre vai existir, os concorrentes nos tornam melhores”, disse Lazari. Para os correspondentes bancários, essa transformação pode significar boas oportunidades de negócio.

 

Entrevista completa:

https://neofeed.com.br/blog/home/as-varias-frentes-de-batalha-do-presidente-do-bradesco/