Consignado pode ter as menores taxas da história para aposentados e servidores públicos no próximo ano

Enquanto as taxas médias de empréstimos consignados estão mais próximas de atingir a máxima para os trabalhadores da iniciativa privada, as que são cobradas aos funcionários públicos e aposentados do INSS estão cada vez menores, segundo dados do Banco Central (BC). Essa diferenciação reflete, principalmente, o cenário de incertezas quanto à estabilidade de emprego ou renda, garantidos aos beneficiários da seguridade social ou trabalhadores do ente federativo.
 
O que impacta na queda das taxas de juros, em geral, é o otimismo no mercado. Se o quadro mais esperado se concretizar, embalado pela queda do desemprego, a recuperação da renda, e a manutenção da Selic, os juros do empréstimo que é descontado na folha de pagamento podem ser ainda menores em 2019.
 
“Um cenário de aceleração na economia abre espaço para a manutenção da queda nas taxas, percebida em 2018, especialmente no consignado privado”, afirma o diretor do departamento de empréstimos e financiamento do Bradesco, Romero Gomes Albuquerque.
Outro fator que tem influenciado da mesma forma para o recuo dos juros do empréstimo descontado da folha de pagamento é a queda do índice de inadimplência, que está em um quadro de mínima histórica.
 
O consignado para o setor público segue abaixo dos 2% desde 2013 e teve a maior baixa da história neste ano. De acordo com o Banco Central, em setembro, a taxa mèdia do consignado para o setor público estava em 1,71% ao mês. Em 2013, a mínima era de 1,68%, ou seja, apenas 0,03 ponto percentual abaixo do registrado no terceiro trimestre deste ano. Para os beneficiários do INSS, a mínima foi de 1,89%.
 
Já os trabalhadores da iniciativa privada têm uma distância considerável dos pensionistas e funcionários públicos. Esses empregados fizeram empréstimos consignados com taxa média de 2,77% ao mês em setembro.
 
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